6:47h. Acordo. Não sei em que dia estou. Meus olhos estão pesados. Dói. Encontro um bilhete de Priscilla em cima da mesa: ela tentou me acordar e não conseguiu. É sexta. Mensagens e ligações que não ouvi. Será que você encontrou alguma coisa legal pra fazer? Espero que sim. Está tudo suspenso.
10:32h. Marquei a aula de francês. Sábado às 12h. Esperando uma ligação. Agora só tenho cinco cigarros.
11:08h. Te acordei: sua voz, meu silêncio. Você me conta de bois, maracatus e sons novos - graves como eu gosto. Diz que comeu sorvete de bacuri - pra mim isso é peixe - e que parece com graviola. Isso sem falar dos instrumentos. Os nomes no Maranhão são esquisitos...
Não esquece: te pego no aeroporto. Destino: Vladivostok. Abaixo o ponto eletrônico!
Aqui tá abafado e nublado. Quente.
Olhei as fotos, estão lindas. Gosto de ver o mundo pelos seus olhos. Marcela é a minha preferida. Pés entrelaçados. Água de coco gelada. Pôr-do-sol.
Olhei as fotos, estão lindas. Gosto de ver o mundo pelos seus olhos. Marcela é a minha preferida. Pés entrelaçados. Água de coco gelada. Pôr-do-sol.
17h. Finalmente uma comida que conheço: pudim. Se não tiver ameixa, aceito.
Filhos? Eu os teria. Contigo. E mais do que qualquer coisa tentaria. Indo e vindo, durante séculos fazendo amor.
17:30h. Aos Vivos Agora. Tudo o que toca, toca um pouco você. "esse homem nu sou eu, olhos de contemplação". Deusa Urbana. Caicó Arcaico. Não me arrependo. À Primeira Vista.
20:50h. Pousos e (muitas) quedas de avião. Yan me trouxe receitas de Déa. Vamos testar todas?
21h. Estou na casa de Rodolfo. Tem uma luz verde no corredor e outra sobre a mesa que muda de cor. Quero uma.
22h. Outro nome estranho: cacuria.
Horas turvas. Remédios roxos e um laranja. Vinho. Eu me dissolvo.
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